CONCLUSÕES DA X SEMANA NACIONAL DE LITURGIA NA ÍNTEGRA

 

1.    Sendo os bispos os sucessores dos apóstolos, pois participam do Espírito soberano ou de chefia, que Jesus Cristo concedeu aos seus apóstolos com a infusão do Espírito Santo, e os presbíteros seus operadores directos e zelosos nas comunidades que fundam, a sua relação quer entitativa dos bispos com o Espírito Santo, quer sacramental dos presbíteros com o mesmo Espírito seja cada vez mais tomada em consideração por parte dos próprios ministros e do povo santo de Deus.

 

 

2.    Quanto aos ministérios não ordenados. Considerando o que é visível cada vez mais a necessidade de se promoverem os ministérios de leitor e de acólito instituídos e outros achados necessários para a utilidade das comunidades, de acordo com o direito, estudem-se mecanismos a nível da Conferência Episcopal e das dioceses em particular, para uma maior consciência ministerial nos vários níveis da realidade eclesial.

 

3.    Que nas paróquias se proveja cuidadosa escolha e preparação apurada para o desempenho das suas funções conforme o recomendam as normas.

 

4.    Sobre a participação das assembleias. Uma vez que a liturgia é a fonte e o cume de toda actividade da Igreja e as acções litúrgicas a fonte e a forma do agir cristão, a eucaristia seja tida como o coração da liturgia e o lugar privilegiado do encontro com Cristo. É este encontro que deverá ser sempre procurado e potenciado para que todas as modalidades de participação através de sinais e símbolos que a ele conduzam.          

 

5.    Como imperativo para a vivência do mistério e a participação do mesmo, a inculturação deve ser feita com as devidas precauções, devendo os bispos promovê-la com a indicação de pistas concretas e exequíveis, auscultando sempre as bases ou comunidades cristãs.

 

6.    Vistos com a expressão mais genuína do louvor a Deus que nasce com a própria humanidade, o canto e a dança são ainda no nosso contexto modalidades privilegiadas da participação litúrgica. Por isso, salvo os devidos equilíbrios nota-se que não há fundamento bíblico nem da tradição que proíba os gestos de louvor a Deus próprias è cultura, pelo que se encorajam estudos sérios, com a finalidade de facilitar o trabalho da hierarquia neste sentido.       

 

 

7.    O silêncio litúrgico em todas as suas relevâncias, recolhimento, assimilação, meditação e adoração é indispensável na celebração. Seja então prestada maior atenção a tudo aquilo que as normas litúrgicas prevêem no sentido de também ele conduzir a uma participação mais activa, consciente e frutuosa, isto é, uma participação total e totalizante.  

Luanda, 16 de Abril de 2010


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