DEFICIENTES VÍTIMAS DAS MINAS TERRESTRES ESTIMADOS EM 80 MIL

A cidade do Namibe testemunhou, recentemente, o arranque do processo de registo e actualização do número de pessoas portadoras de deficiência, vítimas de minas terrestres em Angola.

 

A campanha, com a duração de um mês, deverá catalogar todas as vítimas civis de minas para se saber quantos são, como vivem e de que ajudas precisam.

 

A Coordenadora de projectos da Comissão Nacional Intersectorial de Desminagem e Assistência Humanitária, afirmou que o registo vai ajudar a localização dessas pessoas e perceber as suas necessidades para se poder organizar as ajudas”.

 

Balbina Silva disse que dados mais correctos vão facilitar o planeamento dos cuidados de saúde e facilitar o acesso de todos os deficientes aos serviços sociais básicos.

 

“O  levantamento será feito em todo país, para termos a dimensão do número de vítimas de minas que temos em Angola” – disse.  

 

Para o sucesso da operação, a responsável pediu o apoio de toda a sociedade para que nenhum membro do grupo alvo fique sem o seu registo.

 

“Cada um de nós deve ser um agente activo neste processo e deve tornar possível o registo do nosso pai, da nossa mãe, do nosso filho ou filha, e até do nosso vizinho que não sabe como chegar à administração do município, comuna ou aldeia” – frisou.

Acrescentou ainda que, nos próximos dois anos, serão criadas condições para que cada vítima de minas esteja registada na administração do seu município, da sua comuna ou na sua aldeia.

 

O International Landmine Monitor estima em cerca de 80 mil angolanos feridos em explosões de minas, muitos deles com membros amputados.

 

O estudo sobre o Impacto das Minas no país, (Angolan Landmine Impact Survey) divulgado em 2009, afirma que, apesar de uma grande quantidade de engenhos explosivos terem sido removidos,   Angola está longe de ser um país livre de minas terrestres.

 

O documento indica que Angola é o terceiro país mais minado do mundo, depois do Afeganistão e ao Cambodja.

 


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